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segunda-feira, 13 de abril de 2015

IMI: Finanças vão reavaliar valor fiscal dos imóveis em todo o país até ao verão

As Finanças estão prestes a avançar com uma grande campanha de reavaliação dos imóveis em todo o país. O objetivo é apurar o valor patrimonial tributário (VPT) exato das casas hoje em dia, a partir do zonamento e do coeficiente de localização que se utilizam para calcular o IMI. A estagnação do mercado imobiliário nacional nos últimos anos poderá favorecer os proprietários.


O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, citado pelo Jornal de Negócios, diz que "é um passo decisivo para consolidar a reforma da tributação do património urbano e ajustar efetivamente o valor patrimonial tributário dos imóveis ao real valor de mercado".

Os peritos estão já "no terreno" e a previsão é que até ao final do verão o trabalho esteja concluído. As propostas serão submetidas à Comissão Nacional de Avaliação de Prédios Urbanos (CNAPU), que elaborará o mapa final de zonamento e respetivos coeficientes de localização e o submeterá a aprovação do Governo.

A ideia, de acordo com o governante, não será tanto baixar os VPT, mas fazer uma análise mais fina dos zonamentos - uma divisão do município em zonas às quais são atribuídos diferentes coeficientes - entre 0,4 e 3,5 - de acordo com critérios como as acessibilidades, transportes, equipamentos sociais ou os valores praticados no mercado imobiliário.

Proprietários terão de pedir reavaliação para beneficiar.  

Os novos coeficientes de localização, que a Autoridade Tributária e aduaneira está a rever e que deverão estar prontos a ser aplicados em 2016 ao IMI de 2015, não se vão reflectir de forma automática no VPT dos imóveis. Por outras palavras, se pretenderem beneficiar de uma eventual redução, os proprietários terão de requerer a actualização do VPT dos seus prédios.

"Os novos coeficientes de localização apenas são aplicáveis a prédios novos construídos depois da sua entrada em vigor", explicou ao Negócios fonte oficial do Ministério das Finanças. Assim, "os contribuintes que pretendam beneficiar dos novos coeficientes por referência a um prédio já avaliado, em resultado do presente processo de revisão, têm sempre o direito de requerer a actualização do VPT do referido imóvel".

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Crédito à habitação: Dicas para conseguir os melhores spreads


Vai comprar casa e quer pedir um empréstimo ao banco?
Boas notícias. As entidades bancárias estão agora, outra vez, mais recetivas a conceder crédito à habitação. Mas atenção, há truques para garantir que consegue baixar os valores dos spreads que lhe vão cobrar.

Apesar da boa notícia, a verdade é que os spreads praticados continuam a ser elevados, escreve o i. “Pese a tendência de descida verificada nos últimos meses, 3% foi o valor mais baixo conseguido para o cenário em que assegurávamos uma entrada de 20%. A exceção foi para o Santander Totta, que pratica um spread de 2,49% para a solução Select, mas implica domiciliar um vencimento líquido superior a 1500 euros (no caso de um titular) ou a 2500 euros (se forem dois titulares), valor ainda elevado para muitas famílias”, diz a Deco, citada pelo jornal.

Usar as poupanças, por exemplo, pode fazer toda a diferença na obtenção de uma taxa mais atrativa. Já a contratação de produtos associados ao crédito, como cartão de crédito, seguros ou Plano Poupança Reforma (PPR), deixou de ser vantajosa para conseguir melhores condições no empréstimo.

“Quanto menor for a relação entre o financiamento e a garantia oferecida, menor será o risco do banco e, por consequência, o spread obtido”, salienta a Deco acrescentando ainda que ” outra solução poderá passar por adiar a sua decisão de compra até conseguir uma proposta abaixo dos 3%.

Os bancos estão também agora exigentes em termos de garantias exigidas, preocupando-se com o nível de rendimentos das famílias e também a sua estabilidade profissional.


Fonte: idealista

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Investimento em imobiliário comercial cresceu 130% em 2014

 
 
O investimento em espaços comerciais no mercado português terá atingido os 715 milhões de euros no ano passado, segundo as perspectivas da JLL. A aposta estrangeira representa a maior fatia.
 
O investimento em imobiliário comercial em Portugal terá atingido os 715 milhões de euros em 2014. De acordo com as previsões da consultora imobiliária JLL, este volume representa um crescimento de 130% face ao ano anterior, fixado nos 312 milhões de euros.
 
O cenário "confirma uma retoma plena do mercado imobiliário nacional e da sua projecção internacional, já que a quase totalidade deste volume foi transaccionado por investidores estrangeiros", refere o director geral da JLL Portugal Pedro Lancastre.
 
No segmento de investimento imobiliário, 86% do volume investido ao longo do ano é de origem estrangeira. China, Estados Unidos da América, Reino Unido e Brasil estão entre os países que mais apostam no mercado nacional, seja através de investidores privados ou de fundos institucionais.
 
Os preços competitivos, as rentabilidades elevadas e as perspectivas de melhoria das condições económicas continuam a afirmar-se como os grandes atractivos para o investimento. Ainda assim, e tendo em conta alguma escassez do lado da oferta, a reduzida dimensão do mercado português "poderá limitar uma retoma que poderia ser ainda mais expressiva".
 
O retalho apresenta-se como a principal classe de investimento (58%), seguindo-se escritórios (26%) e imobiliário industrial e de logística (15%).
 
Ao longo de 2014, abriram 30 novas lojas nas principais zonas de comércio de rua em Lisboa, como a Avenida da Liberdade (onde o metro quadrado custa 110 euros por mês) e o Chiado. As mudanças nos hábitos de consumo e o crescimento do mercado turístico têm contribuído para este reforço no comércio de rua.
 
Já o mercado de escritórios registou também um crescimento, com uma absorção entre os 30 e os 40%, reflectindo um aumento dos níveis de confiança das empresas. A taxa de disponibilidade neste segmento deverá fechar 2014 abaixo dos 13%. Durante 2015, deverão surgir no mercado cerca de 32 mil metros quadrados, estando a maioria ocupada pelos proprietários.
 
No ano passado, abriu apenas um centro comercial em Portugal: o Alegro Setúbal. Até ao final de 2016 está apenas prevista a abertura do projecto promovido pela Ikea em Loulé. O Évora Shopping e o Espaço Porta Nova (anteriormente designado como Dolce Vita Braga) não têm dada apontada para a inauguração, apesar de estarem em fases bastante avançadas.
 
Nos principais negócios de 2014 contam-se a venda do edifício da EDP e de um portefólio da ESAF.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Aspectos que não se veem, mas valorizam as casas na hora de vender ... entre 15 e 20% !


 
Quando se valoriza uma casa que se quer vender, é habitual ter-se em conta os elementos tangíveis ou visíveis como os m2, a conservação do imóvel ou a sua localização e passa-se por alto outros fatores que são intangíveis e que podem encarecer o preço de uma casa entre 15 e 20%: a orientação da casa, a distribuição, as infraestruturas ou o transporte da zona.
 
Na hora de meter o preço numa casa que se quer vender é importante ter em conta o valor de mercado da zona, mas também fixar-se em outros fatores intangíveis de valor e destacá-los diretamente ao comprador potencial. Tal como detalha José Antonio Granero, decano da Ordem de Arquitetos de Madrid (COAM), os elementos intangíveis são os seguintes:
 
1 - As Infraestruturas da Zona: é importante que o bairro tenha comércio básico, como uma farmácia, supermercados, padarias, etc.
 
2 - O Transporte: uma boa ligação também dá valor acrescido a uma casa que se quer vender, seja de transportes públicos, seja de acessos viários.
 
3 - Uma Distribuição Inteligente: se a casa tem uma distribuição eficiente, ganha pontos. Há que evitar que tenha um corredor interminável onde se percam m2 e tentar, por exemplo, que a cozinha seja grande.
 
4 - A Orientação: valoriza-se muito a orientação da casa, porque disso depende a necessidade ou não de ar condicionado ou aquecimento, ou seja, gastar mais ou menos dinheiro e ter mais ou menos conforto.
 
5 - Ventilação Natural: nem sempre é preciso utilizar o ar condicionado nos meses de calor. Há casas que têm uma ventilação cruzada natural, que permite aos proprietários poupar dinheiro em eletricidade a mais.
 
6 - Vistas da Casa: não é o mesmo ter o rio, um jardim ou uma bela vista de cidade ou montanha do que a fachada de outro edifício quando se olha pela janela. Este pode ser um bom trunfo para vender uma casa mais cara.
 
7 - Materiais Saudáveis: se a casa tem materiais de madeira ou naturais ganha pontos. "Respirar elementos naturais e que o imóvel por dentro solte uma imagem de saúde é muito positivo na hora de valorizar o preço da casa", recorda Granero.
 
8 - Conforto Acústico: outra arma que aporta valor acrescentado à casa que se quer vender é um bom isolamento de som.
 
9 - Casa de Autor: que o imóvel tenha sido desenhado por um arquiteto de prestígio dá uma garantia de que pensou no conforto e bem estar da pessoa que vai viver na casa, segundo o decano Ordem de Arquitetos de Madrid .

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Concessão de créditos à habitação continua em crescimento



Apesar de notícias menos positivas quanto à situação de alguns bancos portugueses, a concessão de créditos à habitação tem continuado a crescer.
Se em Abril deste ano foram aprovados 169 milhões de euros, em Setembro o volume de crédito foi de 203 milhões de euros. Números que provam que a aquisição de casa continua a aumentar e que os bancos estão mais disponíveis.

 De acordo com o Market Outlook de Novembro de 2014, do Gabinete de Estudos da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, no segundo trimestre deste ano foram concedidos 550 milhões de euros, uma subida de 10% face aos 500 milhões do primeiro trimestre. Entre Julho e Setembro o volume de empréstimos voltou a subir, para 573 milhões de euros.

 Em comparação, na prestação média dos novos créditos à habitação também se verificou uma ligeira subida no 3.º trimestre. Em Julho foi de 331 euros, em Agosto cresceu para 340 euros e no mês seguinte já estava nos 353 euros, cerca de 25 a 35 euros acima dos valores dos dois primeiros trimestres.
Créditos a rondar os 80 mil euros.

 O valor médio dos novos créditos à habitação concedidos situou-se entre os 81 mil e os 83 mil euros, números médios um pouco superiores aos trimestres anteriores também: no 2.º trimestre variou entre os 74 mil e os 79 mil euros.
Já no valor médio de avaliação bancária (euros/m²), as alterações foram menores. O mínimo de 990 euros/m² em Abril passou para 1.006 euros em Junho, 1.019 em Agosto e, finalmente, 1.029 euros por metro quadrado em Setembro passado.

 O Algarve superou Lisboa neste trimestre com um valor mais elevado na avaliação bancária: 1.268 euros/m² contra 1.241 na capital. A região Centro é onde se continua a verificar o valor médio mais baixo, 851 euros/m².
Spreads e taxas estáveis

 Quanto ao spread médio aplicado pelos bancos aos novos créditos à habitação, manteve valores próximos variando entre 2,78% (Julho) e 2,80% (Agosto) nos valores mínimos; e nos máximos situou-se entre 3,46% (Julho) e 3,79% (Setembro).

 O mesmo aconteceu com as taxas de juro, com a TANB a atingir um mínimo de 3,08% em Julho e um máximo de 3,13% em Setembro. Já a TAEG teve a mínima de 3,76% em Julho e a máxima de 3,99% em Setembro. Finalmente, a Euribor a seis meses situou-se nos 0,42% em Abril, baixou para os 0,30% em Junho, valor que manteve em Julho. Em Setembro já estava nos 0,20% e 0,18% em Outubro.

 Fonte: Gabinete de Estudos da APEMIP

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Arrendamento jovem: Candidaturas ao Porta 65 começaram a 15/12 e terminam a 14 de Janeiro de 2015.

A última fase de candidaturas ao Programa de Incentivo ao arrendamento jovem Porta 65 do ano de 2014 começou no passado dia 15/12 e termina às 18 horas do dia 14 de janeiro de 2015.

O Programa Porta 65 Jovem visa regular os incentivos aos jovens arrendatários, estimulando “estilos de vida mais autónomos por parte de jovens sozinhos, em família ou em coabitação jovem, a reabilitação de áreas urbanas degradadas e a dinamização do mercado de arrendamento.

De referir que o programa, que foi lançado em 2007 e já sofreu várias alterações, tem como objetivo apoiar o arrendamento de habitações para residência, atribuindo uma percentagem do valor da renda como subvenção mensal.

Atualmente, e após várias mudanças, podem candidatar-se ao Porta 65 pessoas que tenham até 30 anos, sendo que o apoio tem a duração de três anos. O Governo possibilitou entretanto a inclusão de prestações sociais (subsídios de maternidade ou bolsas de estudo) no cálculo dos rendimentos.

O que é O Programa Programa Porta 65 ?

O Programa Programa Porta 65 – Jovem é um sistema de apoio financeiro ao arrendamento por jovens, isolado, constituídos em agregados ou em coabitação, regulado por um conjunto de diplomas legais.

Quem pode candidatar-se a este programa?

Jovens com idade igual ou superior a 18 anos e inferior a 30 anos (no caso de casais de jovens, um dos elementos pode ter até 32 anos) que reúnam as seguintes condições:
- sejam titulares de um contrato de arrendamento celebrado no âmbito do NRAU (Lei nº 6/2006, de 27 de Fevereiro), ou do regime transitório previsto no seu título II do capítulo I;
- não usufruam, cumulativamente, de quaisquer subsídios ou de outra forma de apoio público à habitação;
- nenhum dos jovens membros do agregado seja proprietário ou arrendatário para fins habitacionais de outro prédio ou fracção habitacional;
- nenhum dos jovens membros do agregado seja parente ou afim do senhorio

Para mais informações ou apresentar candidaturas vá ao site:

http://www.portaldahabitacao.pt/pt/porta65j/





quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A importância do Mediador e Consultor Imobiliário !



Durante muitos anos o Mediador Imobiliário foi considerado, pelos players do mercado e também pelo consumidor final, como um mal necessário. 



Talvez pela falta de valorização própria, ou por algumas falhas de competências base, atenção também bem presentes em outras atividades, o Mediador era visto como um oportunista que de certa forma atrapalhava ou inflacionava a transação. Contudo foi preciso que o mercado caísse de forma quase abrupta, para níveis transacionáveis jamais vistos em Portugal, para que os mesmos players e consumidor final começassem a recorrer e sobretudo a ouvir os Mediadores Imobiliários ainda existentes.



E podemos começar por aqui, ainda existentes. Esta quebra de mercado trouxe muitas novidades à classe da Mediação. O chamados especuladores desapareceram, possivelmente assustados com a situação de quebra do Mercado e sem grandes soluções para se reinventarem optaram por ir à procura de outros negócios. Também houve outros tantos que não mudando por não quererem arriscar em sair da sua realidade (zona de conforto) ficaram à espera, à espera que o mercado voltasse àquilo que era, pois na opinião deles seria a única forma de sobreviverem, eu diria a única forma de “morrerem lentamente”.


Felizmente emergiu uma nova classe, Mediadores que se reinventaram, formaram-se, foram à procura de outras soluções em outros países de mercados similares ou mais evoluídos, associaram-se procurando sinergias, mudaram a forma de trabalhar indo ao encontro do verdadeiro cliente (aquele que quer mesmo o serviço da Mediação), a esses coube e irá caber o prémio de terem vencido, de terem acreditado, mas sobretudo de terem mudado.

O Mediador Imobiliário tem uma característica única, que a maior parte dos players deste ramo não tem, possivelmente porque não estão vocacionados para isso ou porque simplesmente não querem e preferem recorrer aos serviços de um Mediador de confiança. Trata-se da especialização ao nível da informação geral de uma determinada zona.

Qual é gestor imobiliário, avaliador, consultor ou cliente em geral que não gostaria de saber em tempo real os seguintes dados referentes às zonas onde estão inseridos os seus imóveis:
  • Qual o valor real de transação hoje e nos últimos 3 a 6 meses?
  • Qual o perfil das pessoas que compram nessa zona?
  • Qual a capacidade financeira ou de endividamento?
  • De onde vêm essas pessoas?
  • Preferem comprar ou arrendar?
  • Quais os valores que estão dispostos a pagar?
  • Quando o imóvel é muito específico, qual será a pessoas que o poderá comprar ou arrendar?
  • Quais são as tendências dessa zona? Imóveis para obras, equipados, etc…
  • Quais são os melhores meios publicitários e de marketing?
Quanto vale essa informação? Principalmente quando tratada e fundamentada? Possivelmente muito mais do que 5%+IVA.

Além disso, também será importante referir que o Mediador Imobiliário competente, não só opina factualmente sobre as características da zona em que ele se especializou, mas também está lá para solucionar a situação ou seja compromete-se a promover o imóvel com o objetivo de vender ou arrendar, ou seja colocar o imóvel no Mercado.

Cada vez mais o Mediador Imobiliário assume e assumirá um papel muito relevante no mercado, seja antes, durante ou depois de qualquer projeto ou transação. O seu papel consultivo não deverá ser confundido com o do Consultor Imobiliário, o qual terá competência única e especifica no tratamento e estudo de um projeto com ou sem ter em vista uma transação. O Mediador deverá funcionar ao lado dele, em parceira como forte aliado que lhe vai trazer a atualização diária do comportamento do tal mercado em que ele se especializou.

Cada vez estamos mais longe dos consumidores finais que ultrapassavam o serviço do mediador, por vezes colocando-se em posições menos próprias no que diz respeito à ética, servindo-se de forma gratuita do serviço de um, possivelmente, ingénuo profissional.

O Mediador está evoluído, diferente, adaptado e com a noção clara do serviço que presta, mas acima de tudo da mais-valia que tem.

É fantástico verificar que a maioria da banca portuguesa resolveu os seus principais problemas de desinvestimento através do canal mediação. E não resolve os restantes muitas vezes por falta de gestão, compreensão ou burocracias internas. Que algumas autarquias convocam alguns mediadores locais para os ouvirem sobre as tendências imobiliárias do concelho, acima de tudo para perceberem o que as pessoas escolhem e pretendem ao nível do imobiliário e do urbanismo.

Claro que, em todas as atividades há e haverá sempre bons e maus profissionais, a escolha será sempre de quem é ou quer ser mau profissional, e de quem os contrata.

Por Massimo Forte, Consultor, Coach, Professor Universitário


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Queda na avaliação bancária não trava recuperação do sector imobiliário


As empresas do sector dizem que a banca está a ajustar as carteiras de crédito e está disposta a emprestar mais.


O preço a que os bancos avaliam as casas na altura de concederem crédito à habitação caiu no último mês. Dados divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a avaliação média bancária dos imóveis se situou em Outubro nos 1.014 euros por metro quadrado, abaixo dos 1.029 euros, verificados em Setembro. Trata-se do segundo mês consecutivo em que este indicador cai, bem como da maior descida mensal tanto em termos percentuais como absolutos registada desde Março do ano passado: 1,5% e 15 euros, respectivamente. É também o preço médio de avaliação mais baixo desde Junho de 2013.

Tendo em conta que 2014 tem sido apontado como o ano do arranque da recuperação do sector imobiliário, os últimos dados da avaliação bancária nos últimos meses saltam à vista pela negativa. Mas segundo explica Miguel Poisson, director-geral da ERA Portugal, "os bancos estão a equilibrar o risco das suas carteiras de clientes, e actualmente todos os elos desta cadeia (banco, mediadoras e clientes) estão a sentir os ajustes que estão a ser efectuados ao nível dos preços praticados no mercado". Miguel Poisson acrescenta que "não podemos, no entanto, interpretar estes dados como sendo um sinal de menor dinâmica do mercado e do sector". A opinião de Beatriz Rubio - CEO da RE/MAX Portugal - vai no mesmo sentido. "Na RE/MAX temos vindo a sentir que os bancos estão novamente a abrir a possibilidade das pessoas contraírem créditos hipotecários para a compra de imóveis. Inclusivamente, na RE/MAX estamos a recomeçar agora a formação sobre crédito bancário com os nossos agentes", explica.

De salientar que a avaliação bancária dos imóveis é um dado importante para quem pretende adquirir casa com recurso ao financiamento bancário. Isto porque é com base neste indicador que os bancos decidem o montante do financiamento a conceder. Ou seja, pelo rácio entre o valor empréstimo e o valor do imóvel, que corresponde ao rácio LTV (loan-to-value ratio). Depois de os bancos terem chegado a financiar até 100% do valor dos imóveis durante o apogeu do crédito à habitação, actualmente, na melhor das hipóteses, financiam com base num LTV máximo de até 80%.

No que respeita aos últimos dados da avaliação bancária, e forma desagregada, apenas duas zonas do País não apresentaram uma descida deste indicador no último mês: as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. No primeiro caso, o preço por metro quadrado baixou dois euros, para 958 euros. No segundo, o corte foi de 12 euros, para 1.150 euros. Já Lisboa e o Algarve protagonizaram as maiores quedas do período. Em Lisboa, o valor médio de avaliação recuou 20 euros na capital, enquanto no Algarve ocorreu a maior descida: 26 euros. As duas regiões mantêm-se, contudo, com o preço médio de avaliação bancária mais elevado do País.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Emissão de certificados energéticos a subir.





No primeiro semestre de 2014 foram emitidos cerca de 72.600 registos pelo Sistema de Certificação Energética, um crescimento de 152%. A emissão de certificados energéticos continua a subir significativamente. No primeiro semestre do ano de 2014, segundo informação da ADENE – Agência Nacional para a Energia, foram efetuados cerca de 72.600 registos através do Sistema de Certificação Energética (SCE), o que representa um crescimento de 152%, face ao mesmo período do ano passado.
Esse aumento deriva muito da obrigatoriedade de um certificado energético para a venda ou arrendamento de um imóvel, no momento do anúncio para a sua comercialização, uma medida em vigor desde 1 de Dezembro de 2013. E levou a um crescimento exponencial da emissão de certificados ao longo de 2014: em Dezembro de 2013 foram emitidos 4.177 certificados, em Janeiro deste ano a certificação subiu para 11.944 casos e 15.833 em Maio.
Em termos cumulativos, no período entre Junho de 2007 e o mesmo mês de 2014, contabilizaram-se aproximadamente 710 mil certificados energéticos emitidos.

Habitação continua a dominar a emissão
A classificação do desempenho energético do edificado nacional continua, amplamente centrada nos prédios residenciais, que representam estruturalmente cerca de 90% dos registos emitidos. Considerando apenas os dados do primeiro semestre de 2014, essa representatividade foi de 88%.
Segundo o Catálogo de Estudos relativamente ao II trimestre de 2014 – do Gabinete de Estudos da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal -, no período de Junho de 2007 a Junho de 2014, observou-se, em termos de estrutura de eficiência energética que as classes mais representativas no segmento residencial foram as classes C (25,8%) e a B (20,5%). Nos serviços, a classe com maior número de ocorrências é a G (27,5%), dado que se trata da categoria onde estão a maioria dos ‘Pequenos Edifícios de Serviços Sem Sistema de Climatização’.
Tanto nos “Grandes Edifícios de Serviços” (41,4% das ocorrências), como nos “Pequenos Edifícios de Serviços Com Sistema de Climatização” (38,3%), a classe mais representativa é a B. Nos ‘Pequenos Edifícios de Serviços Sem Sistema de Climatização’, a classe G é a mais representativa, registando 31,4% de ocorrências.
No segmento residencial, por tipologia, observa-se, que da totalidade dos imóveis certificados, 36,7% incidem na T3 e 32,6% na T2. No segmento de serviços, a maioria dos imóveis alvo de certificação energética, incidiu nos ‘Pequenos Edifícios Sem Sistema de Climatização’ (cerca de 87,2%).
Grandes centros urbanos em destaque

 Já no âmbito geográfico e no que refere ao número de certificados emitidos, entre Junho de 2007 e Junho de 2014 os centros urbanos de Lisboa (26,5%), Porto (15,9%), Faro (11,1%), Setúbal (10%) e Braga (5,8%), evidenciaram uma preponderância de 69% no segmento residencial. Nos serviços, os distritos mais representativos foram sensivelmente os mesmos: Lisboa (28,9%), Porto (18,6%), Setúbal (8,6%), Faro (7,7%), Aveiro (5,4%) e Braga (5,3%), com um total combinado de certificados emitidos a rondar os 74%.

Fonte: Gabinete de Estudos da APEMIP/SOL

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

AS ZONAS MAIS VALORIZADAS DE LISBOA E LINHA DE CAICAIS - Fonte: Revista Sábado, de 20-11-2014

A Baixa e o Chiado são Zonas  preferidas dos investidores, mas também de jovens. Avenidas Novas para famílias. Lisboa está na moda. "Praia, rio, sol, temperatura, segurança, porque não se há-de viver aqui?". Segundo um estudo publicado em Setembro pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield, no primeiro trimestre a procura de casas em Lisboa subiu 60%. A zona onde se praticam os preços mais altos é o Parque das Nações, com 3.625 euros/m2e a Almirante Reis pode vir a ser o bairro preferido da classe média no pós-crise.



GRANDE LISBOA
A Baixa e o Chiado são as preferidas dos investidores, mas também de jovens. Famílias? Avenidas Novas. Lisboa está na moda. "Praia, rio, sol, temperatura, segurança, porque não se há-de viver aqui?". Segundo um estudo publicado em Setembro pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield, no primeiro trimestre a procura de casas em Lisboa subiu 60%. A zona onde se praticam os preços mais altos é o Parque das Nações, com 3.625 euros/m2e a Almirante Reis pode vir a ser o bairro preferido da classe média no pós-crise.
 
1. PARQUE DAS NAÇÕES
Quem procura? Classes média e média-alta, casais com filhos pequenos e casais reformados. E muitos estrangeiros, sobretudo chineses, franceses, angolanos e brasileiros. As ruas/zonas mais caras? Avenida D. Joâo II, Rua Ilha dos Amores e Rua das Musas.
Um atractivo: é uma zona nova. Outro: tem tudo - lojas, comboio, aeroporto, comércio. E vista para o rio. Mais um: é das zonas com mais condomínios com segurança 24 horas por dia. Finalmente: é muito organizado. "Nos prédios não há grafittí quando surgem arrumadores, a polícia vem pouco depois, os próprios cafés, se têm autorização para pôr duas cadeiras cá fora e põem três, são logo fiscalizados", diz Andreia Falcão, da Remax do Parque das Nações. Os privilégios pagam-se: um T1 na parte mais central pode chegar a 250 mil euros. Em 2013, a Remax vendeu um T4, com terraço e piscina, por 1 milhão e 200 mil euros a chineses. Os orientais procuram casas com um bom feng shui, já os clientes da América Latina querem apartamentos com muita luz. Compram para investir. "Os chineses não gostam de cães e não arrendam a casais que não estejam casados", conta Andreia Falcão.
2. AVENIDAS  NOVAS
Quem procura? Classe média e média-alta, com filhos. Estrangeiros: franceses, brasileiros e angolanos. As ruas zonas mais caras? Fundação Calouste Gulbenkian, El Corte Inglés e Parque Eduardo VII, Avenida da República.
Esta é a casa onde vivem há mais tempo, depois de se mudarem cinco vezes: estiveram na Graça, nos Anjos, na Penha de França e em Alvalade. Quando combinavam jantares em casa, os amigos perguntavam logo se ainda moravam no mesmo sítio. Fernando Cabrera, 38 anos, e Luísa, 40, mudaram-se para um T3 nas Avenidas Novas, entre o Campo Pequeno e o Saldanha. A maior vantagem? "Fazer uma vida a pé", diz Fernando, que tem uma empresa de reabilitação profissional desde 2007 com a mulher. Com dois filhos pequenos, de 7 anos e 9 meses, a zona adapta-se ao seu estilo de vida: é calma à noite e aos fins-de-semana, tem estacionamento fácil ao fim do dia, jardins, escolas, transportes e serviços. Segundo a Remax, um dos sítios mais caros desta zona é a Avenida da República: um T4 chega facilmente aos 600 mil euros.
3. CAMPO DE OURIQUE E RATO
Quem procura? Classe média e média-alta. Solteiros, casais novos e investidores, sobretudo portugueses. As ruas mais caras? Largo do Rato e Rua Ferreira Borges. Carismático é uma boa palavra para este bairro, onde antes viviam operários que trabalhavam nas fábricas em Alcântara. É procurado por pessoas entre os 25 e os 40 anos, que apostam na reabilitação. A renovação do Mercado de Campo de Ourique, que abriu em Novembro de 2013 com um conceito gourmet, é uma das razões que reforça a tendência. O metro quadrado custa entre 2 mil e 2.500 euros. Já um dos maiores atractivos do Rato reside no estatuto social de quem vive ali, aponta Beatriz Rubio, presidente da Remax Portugal. Fica a uns passos da Estrela, do Príncipe Real e das Amoreiras. "Os clientes nacionais procuram sítios com transportes e proximidade de serviços, comércio e mercados recuperados", explica.
4.TELHEIRAS
Quem procura? Classe média-alta e jovens solteiros. Casais com um filho.
As ruas/zonas mais caras? Parque dos Príncipes e Quinta dos Inglesinhos.
Segundo o estudo da Cushman & Wakefield, Telheiras é das zonas de Lisboa com um perfil mais jovem. Foi inicialmente habitada por casais de recém-licenciados e por isso ganhou a alcunha de "aldeia dos doutores". Hoje, apesar de já não ter grande espaço para se expandir, possui um ambiente familiar e é uma zona segura. Com bons acessos - a segunda circular, o eixo Norte-Sul e a Avenida Padre Cruz -, também é uma boa opção para quem quer manter o carro, sem ficar longe do centro.
5. CENTRO HISTÓRICO
Quem procura? Portugueses, estrangeiros (suíços, alemães, franceses). Jovens e casais sem filhos ou só com um.
As ruas/zonas mais caras? Pç. das Flores e Jardim do Príncipe Real, Largo do Picadeiro e do Adamastor, R. António Maria Cardoso, R. das Chagas, R. do Ouro e Av. Infante Santo.
O prédio que Nuno Constantino, 42 anos, e o marido compraram na Calçada do Combro está quase pronto. São ambos apaixonados pela reabilitação de casas velhas, mas é a primeira vez que se lançam neste tipo de projecto: um dos apartamentos será para viverem, os restantes sete vão arrendá-los. "No andar onde vamos ficar haverá uma parede toda em vidro que dará para o jardim", descreve Nuno, que trabalha na área imobiliária.
A zona histórica tem várias mais-valias: é central, tem património, cultura, animação, proximidade do rio e é ideal para andar a pé. "Onde no passado existiam prédios antigos e uma população envelhecida, hoje há artistas, jovens e muitos estrangeiros que encontram aqui o espírito de uma aldeia no meio da cidade", diz Miguel Poisson, director-geral da ERA. O Chiado é um dos bairros mais emblemáticos da capital e está cada vez O O mais trendy. Os valores ali são acima da média. "Um T1 no Largo do Carmo custa facilmente 250 mil euros e um T4 900 mil. E são negócios em que as pessoas não pensam duas vezes", diz Ricardo Orelhas, da Century21.
6. LARANJEIRAS E ALTO DOS MOINHOS
Quem procura? Sobretudo portugueses, jovens casais e também famílias numerosas. Classes média e média-alta. As ruas/zonas mais caras? Estrada da Luz, Rua ]oão Freitas Branco, Rua Manuel da Silva Leal e Rua Virgílio Correia.
É uma zona de eleição de estudantes universitários, mas também de famílias com rendimentos altos porque
tem vários condomínios novos (e por construir), com piscina, estacionamento e segurança. É central, tem escolas, hospitais, transportes e também é segura. Mais: embora a vista já não seja um critério tão valorizado, segundo o administrador da Century21 Ricardo Sousa, a proximidade de Monsanto é um atractivo.
7. ALTA DE LISBOA
Quem procura? Famílias com filhos e casais jovens. As ruas/zonas mais caras? Quintas das Conchas e dos Lilases.
Começou a ser projectada há apenas 30 anos, e essa é uma das suas grandes vantagens. Situada entre o Aeroporto de Lisboa e o Lumiar, abrange uma área de 300 hectares. Tem grandes avenidas, equilíbrio entre a construção e as zonas verdes, é próxima do metro e de vários colégios. E é um bairro seguro. O condomínio Parque das Conchas é o mais caro. Uma casa no bloco com melhores vistas pode chegar aos 525 mil euros.
8. MIRAFLORES
Quem procura? Famílias jovens com filhos. As ruas/zonas mais caras? Alam. Fernão Lopes, Av. das Tulipas. Av. General Norton de Matos e R. Dr. Alfredo da Costa.
Pagar a pronto é uma tendência recente. "Os investidores estrangeiros compram sempre assim e também há muitos portugueses a fazê-lo", diz à SÁBADO Ricardo Guimarães director da revista Confidencial Imobiliário. Razões: conseguem negociar melhor os preços e não ficam com o dinheiro empatado no banco. De acordo com Ricardo Sousa, administrador da Century21, a maioria das pessoas que compra casa em Miraflores não recorre ao crédito à habitação. As tipologias mais procuradas são os T3 e T4 com garagem ou estacionamento.
9. CASCAIS
Quem procura? Classe média-alta, acima dos 40 anos. Portugueses e estrangeiros, sobretudo franceses, alemães, angolanos e brasileiros.
As ruas/zonas mais caras? Costa da Guia, Monte Estoril e Quinta da Marinha.
Há uma explicação para os europeus adorarem Cascais. Preferem ter uma moradia, querem estar perto das principais escolas internacionais e, por último, apreciam melhor o bom tempo. A proximidade da praia, o comércio e a restauração, bem como o facto de estar a apenas 35 minutos de Lisboa de comboio são aspectos valorizados. É caro. Na Quinta da Marinha e no Atlântico Estoril Residence, os apartamentos chegam aos 6 milhões de euros.
10. OEIRAS
Quem procura? Classe média-alta, até aos 40 anos. Portugueses licenciados e quadros de empresas.
As ruas/zonas mais cara? Em frente ao mar.
Oeiras tem uma mais-valia difícil de superar é dos concelhos de Portugal com um P1B mais elevado. Centros como o Tagus Park e o Lagoas Park atraem muitos quadros de empresas. Além disso, é uma zona com bons acessos a Lisboa, proximidade do mar, segurança, espaços verdes, como o Parque dos Poetas, e tranquilidade. Nas zonas mais nobres e perto do mar. os preços atingem os 2.300 euros/m2.
 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

IMI: desconto até 20% para famílias com filhos



casa4gtres


As câmaras vão poder fixar, mediante deliberação da respetiva Assembleia Municipal, uma redução na taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) que praticam anualmente, atendendo ao número de dependentes que compõem o agregado familiar. Em causa está uma medida apresentada sexta-feira (dia 14) pelos grupos parlamentares do PSD e do CDS-PP no rol de alterações à proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2015 entregues no Parlamento.

Desta forma, para famílias com um dependente a cargo, a redução na fatura de IMI será de 10%. Para dois dependentes será de 15% e para três ou mais dependentes chegará aos 20%, o máximo previsto. Segundo o Jornal de Negócios, a decisão fica, no entanto, nas mãos dos municípios, que são também quem decide já a taxa de IMI a aplicar anualmente, num intervalo entre 0,3% e 0,5%.  

De referir que a redução de IMI só poderá ser concedida nos casos de imóveis destinados à habitação própria e permanente, sendo que a casa tem de coincidir com o domicílio fiscal do proprietário.