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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Investimento em imobiliário comercial cresceu 130% em 2014

 
 
O investimento em espaços comerciais no mercado português terá atingido os 715 milhões de euros no ano passado, segundo as perspectivas da JLL. A aposta estrangeira representa a maior fatia.
 
O investimento em imobiliário comercial em Portugal terá atingido os 715 milhões de euros em 2014. De acordo com as previsões da consultora imobiliária JLL, este volume representa um crescimento de 130% face ao ano anterior, fixado nos 312 milhões de euros.
 
O cenário "confirma uma retoma plena do mercado imobiliário nacional e da sua projecção internacional, já que a quase totalidade deste volume foi transaccionado por investidores estrangeiros", refere o director geral da JLL Portugal Pedro Lancastre.
 
No segmento de investimento imobiliário, 86% do volume investido ao longo do ano é de origem estrangeira. China, Estados Unidos da América, Reino Unido e Brasil estão entre os países que mais apostam no mercado nacional, seja através de investidores privados ou de fundos institucionais.
 
Os preços competitivos, as rentabilidades elevadas e as perspectivas de melhoria das condições económicas continuam a afirmar-se como os grandes atractivos para o investimento. Ainda assim, e tendo em conta alguma escassez do lado da oferta, a reduzida dimensão do mercado português "poderá limitar uma retoma que poderia ser ainda mais expressiva".
 
O retalho apresenta-se como a principal classe de investimento (58%), seguindo-se escritórios (26%) e imobiliário industrial e de logística (15%).
 
Ao longo de 2014, abriram 30 novas lojas nas principais zonas de comércio de rua em Lisboa, como a Avenida da Liberdade (onde o metro quadrado custa 110 euros por mês) e o Chiado. As mudanças nos hábitos de consumo e o crescimento do mercado turístico têm contribuído para este reforço no comércio de rua.
 
Já o mercado de escritórios registou também um crescimento, com uma absorção entre os 30 e os 40%, reflectindo um aumento dos níveis de confiança das empresas. A taxa de disponibilidade neste segmento deverá fechar 2014 abaixo dos 13%. Durante 2015, deverão surgir no mercado cerca de 32 mil metros quadrados, estando a maioria ocupada pelos proprietários.
 
No ano passado, abriu apenas um centro comercial em Portugal: o Alegro Setúbal. Até ao final de 2016 está apenas prevista a abertura do projecto promovido pela Ikea em Loulé. O Évora Shopping e o Espaço Porta Nova (anteriormente designado como Dolce Vita Braga) não têm dada apontada para a inauguração, apesar de estarem em fases bastante avançadas.
 
Nos principais negócios de 2014 contam-se a venda do edifício da EDP e de um portefólio da ESAF.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

AS ZONAS MAIS VALORIZADAS DE LISBOA E LINHA DE CAICAIS - Fonte: Revista Sábado, de 20-11-2014

A Baixa e o Chiado são Zonas  preferidas dos investidores, mas também de jovens. Avenidas Novas para famílias. Lisboa está na moda. "Praia, rio, sol, temperatura, segurança, porque não se há-de viver aqui?". Segundo um estudo publicado em Setembro pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield, no primeiro trimestre a procura de casas em Lisboa subiu 60%. A zona onde se praticam os preços mais altos é o Parque das Nações, com 3.625 euros/m2e a Almirante Reis pode vir a ser o bairro preferido da classe média no pós-crise.



GRANDE LISBOA
A Baixa e o Chiado são as preferidas dos investidores, mas também de jovens. Famílias? Avenidas Novas. Lisboa está na moda. "Praia, rio, sol, temperatura, segurança, porque não se há-de viver aqui?". Segundo um estudo publicado em Setembro pela consultora imobiliária Cushman & Wakefield, no primeiro trimestre a procura de casas em Lisboa subiu 60%. A zona onde se praticam os preços mais altos é o Parque das Nações, com 3.625 euros/m2e a Almirante Reis pode vir a ser o bairro preferido da classe média no pós-crise.
 
1. PARQUE DAS NAÇÕES
Quem procura? Classes média e média-alta, casais com filhos pequenos e casais reformados. E muitos estrangeiros, sobretudo chineses, franceses, angolanos e brasileiros. As ruas/zonas mais caras? Avenida D. Joâo II, Rua Ilha dos Amores e Rua das Musas.
Um atractivo: é uma zona nova. Outro: tem tudo - lojas, comboio, aeroporto, comércio. E vista para o rio. Mais um: é das zonas com mais condomínios com segurança 24 horas por dia. Finalmente: é muito organizado. "Nos prédios não há grafittí quando surgem arrumadores, a polícia vem pouco depois, os próprios cafés, se têm autorização para pôr duas cadeiras cá fora e põem três, são logo fiscalizados", diz Andreia Falcão, da Remax do Parque das Nações. Os privilégios pagam-se: um T1 na parte mais central pode chegar a 250 mil euros. Em 2013, a Remax vendeu um T4, com terraço e piscina, por 1 milhão e 200 mil euros a chineses. Os orientais procuram casas com um bom feng shui, já os clientes da América Latina querem apartamentos com muita luz. Compram para investir. "Os chineses não gostam de cães e não arrendam a casais que não estejam casados", conta Andreia Falcão.
2. AVENIDAS  NOVAS
Quem procura? Classe média e média-alta, com filhos. Estrangeiros: franceses, brasileiros e angolanos. As ruas zonas mais caras? Fundação Calouste Gulbenkian, El Corte Inglés e Parque Eduardo VII, Avenida da República.
Esta é a casa onde vivem há mais tempo, depois de se mudarem cinco vezes: estiveram na Graça, nos Anjos, na Penha de França e em Alvalade. Quando combinavam jantares em casa, os amigos perguntavam logo se ainda moravam no mesmo sítio. Fernando Cabrera, 38 anos, e Luísa, 40, mudaram-se para um T3 nas Avenidas Novas, entre o Campo Pequeno e o Saldanha. A maior vantagem? "Fazer uma vida a pé", diz Fernando, que tem uma empresa de reabilitação profissional desde 2007 com a mulher. Com dois filhos pequenos, de 7 anos e 9 meses, a zona adapta-se ao seu estilo de vida: é calma à noite e aos fins-de-semana, tem estacionamento fácil ao fim do dia, jardins, escolas, transportes e serviços. Segundo a Remax, um dos sítios mais caros desta zona é a Avenida da República: um T4 chega facilmente aos 600 mil euros.
3. CAMPO DE OURIQUE E RATO
Quem procura? Classe média e média-alta. Solteiros, casais novos e investidores, sobretudo portugueses. As ruas mais caras? Largo do Rato e Rua Ferreira Borges. Carismático é uma boa palavra para este bairro, onde antes viviam operários que trabalhavam nas fábricas em Alcântara. É procurado por pessoas entre os 25 e os 40 anos, que apostam na reabilitação. A renovação do Mercado de Campo de Ourique, que abriu em Novembro de 2013 com um conceito gourmet, é uma das razões que reforça a tendência. O metro quadrado custa entre 2 mil e 2.500 euros. Já um dos maiores atractivos do Rato reside no estatuto social de quem vive ali, aponta Beatriz Rubio, presidente da Remax Portugal. Fica a uns passos da Estrela, do Príncipe Real e das Amoreiras. "Os clientes nacionais procuram sítios com transportes e proximidade de serviços, comércio e mercados recuperados", explica.
4.TELHEIRAS
Quem procura? Classe média-alta e jovens solteiros. Casais com um filho.
As ruas/zonas mais caras? Parque dos Príncipes e Quinta dos Inglesinhos.
Segundo o estudo da Cushman & Wakefield, Telheiras é das zonas de Lisboa com um perfil mais jovem. Foi inicialmente habitada por casais de recém-licenciados e por isso ganhou a alcunha de "aldeia dos doutores". Hoje, apesar de já não ter grande espaço para se expandir, possui um ambiente familiar e é uma zona segura. Com bons acessos - a segunda circular, o eixo Norte-Sul e a Avenida Padre Cruz -, também é uma boa opção para quem quer manter o carro, sem ficar longe do centro.
5. CENTRO HISTÓRICO
Quem procura? Portugueses, estrangeiros (suíços, alemães, franceses). Jovens e casais sem filhos ou só com um.
As ruas/zonas mais caras? Pç. das Flores e Jardim do Príncipe Real, Largo do Picadeiro e do Adamastor, R. António Maria Cardoso, R. das Chagas, R. do Ouro e Av. Infante Santo.
O prédio que Nuno Constantino, 42 anos, e o marido compraram na Calçada do Combro está quase pronto. São ambos apaixonados pela reabilitação de casas velhas, mas é a primeira vez que se lançam neste tipo de projecto: um dos apartamentos será para viverem, os restantes sete vão arrendá-los. "No andar onde vamos ficar haverá uma parede toda em vidro que dará para o jardim", descreve Nuno, que trabalha na área imobiliária.
A zona histórica tem várias mais-valias: é central, tem património, cultura, animação, proximidade do rio e é ideal para andar a pé. "Onde no passado existiam prédios antigos e uma população envelhecida, hoje há artistas, jovens e muitos estrangeiros que encontram aqui o espírito de uma aldeia no meio da cidade", diz Miguel Poisson, director-geral da ERA. O Chiado é um dos bairros mais emblemáticos da capital e está cada vez O O mais trendy. Os valores ali são acima da média. "Um T1 no Largo do Carmo custa facilmente 250 mil euros e um T4 900 mil. E são negócios em que as pessoas não pensam duas vezes", diz Ricardo Orelhas, da Century21.
6. LARANJEIRAS E ALTO DOS MOINHOS
Quem procura? Sobretudo portugueses, jovens casais e também famílias numerosas. Classes média e média-alta. As ruas/zonas mais caras? Estrada da Luz, Rua ]oão Freitas Branco, Rua Manuel da Silva Leal e Rua Virgílio Correia.
É uma zona de eleição de estudantes universitários, mas também de famílias com rendimentos altos porque
tem vários condomínios novos (e por construir), com piscina, estacionamento e segurança. É central, tem escolas, hospitais, transportes e também é segura. Mais: embora a vista já não seja um critério tão valorizado, segundo o administrador da Century21 Ricardo Sousa, a proximidade de Monsanto é um atractivo.
7. ALTA DE LISBOA
Quem procura? Famílias com filhos e casais jovens. As ruas/zonas mais caras? Quintas das Conchas e dos Lilases.
Começou a ser projectada há apenas 30 anos, e essa é uma das suas grandes vantagens. Situada entre o Aeroporto de Lisboa e o Lumiar, abrange uma área de 300 hectares. Tem grandes avenidas, equilíbrio entre a construção e as zonas verdes, é próxima do metro e de vários colégios. E é um bairro seguro. O condomínio Parque das Conchas é o mais caro. Uma casa no bloco com melhores vistas pode chegar aos 525 mil euros.
8. MIRAFLORES
Quem procura? Famílias jovens com filhos. As ruas/zonas mais caras? Alam. Fernão Lopes, Av. das Tulipas. Av. General Norton de Matos e R. Dr. Alfredo da Costa.
Pagar a pronto é uma tendência recente. "Os investidores estrangeiros compram sempre assim e também há muitos portugueses a fazê-lo", diz à SÁBADO Ricardo Guimarães director da revista Confidencial Imobiliário. Razões: conseguem negociar melhor os preços e não ficam com o dinheiro empatado no banco. De acordo com Ricardo Sousa, administrador da Century21, a maioria das pessoas que compra casa em Miraflores não recorre ao crédito à habitação. As tipologias mais procuradas são os T3 e T4 com garagem ou estacionamento.
9. CASCAIS
Quem procura? Classe média-alta, acima dos 40 anos. Portugueses e estrangeiros, sobretudo franceses, alemães, angolanos e brasileiros.
As ruas/zonas mais caras? Costa da Guia, Monte Estoril e Quinta da Marinha.
Há uma explicação para os europeus adorarem Cascais. Preferem ter uma moradia, querem estar perto das principais escolas internacionais e, por último, apreciam melhor o bom tempo. A proximidade da praia, o comércio e a restauração, bem como o facto de estar a apenas 35 minutos de Lisboa de comboio são aspectos valorizados. É caro. Na Quinta da Marinha e no Atlântico Estoril Residence, os apartamentos chegam aos 6 milhões de euros.
10. OEIRAS
Quem procura? Classe média-alta, até aos 40 anos. Portugueses licenciados e quadros de empresas.
As ruas/zonas mais cara? Em frente ao mar.
Oeiras tem uma mais-valia difícil de superar é dos concelhos de Portugal com um P1B mais elevado. Centros como o Tagus Park e o Lagoas Park atraem muitos quadros de empresas. Além disso, é uma zona com bons acessos a Lisboa, proximidade do mar, segurança, espaços verdes, como o Parque dos Poetas, e tranquilidade. Nas zonas mais nobres e perto do mar. os preços atingem os 2.300 euros/m2.