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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Aspectos que não se veem, mas valorizam as casas na hora de vender ... entre 15 e 20% !


 
Quando se valoriza uma casa que se quer vender, é habitual ter-se em conta os elementos tangíveis ou visíveis como os m2, a conservação do imóvel ou a sua localização e passa-se por alto outros fatores que são intangíveis e que podem encarecer o preço de uma casa entre 15 e 20%: a orientação da casa, a distribuição, as infraestruturas ou o transporte da zona.
 
Na hora de meter o preço numa casa que se quer vender é importante ter em conta o valor de mercado da zona, mas também fixar-se em outros fatores intangíveis de valor e destacá-los diretamente ao comprador potencial. Tal como detalha José Antonio Granero, decano da Ordem de Arquitetos de Madrid (COAM), os elementos intangíveis são os seguintes:
 
1 - As Infraestruturas da Zona: é importante que o bairro tenha comércio básico, como uma farmácia, supermercados, padarias, etc.
 
2 - O Transporte: uma boa ligação também dá valor acrescido a uma casa que se quer vender, seja de transportes públicos, seja de acessos viários.
 
3 - Uma Distribuição Inteligente: se a casa tem uma distribuição eficiente, ganha pontos. Há que evitar que tenha um corredor interminável onde se percam m2 e tentar, por exemplo, que a cozinha seja grande.
 
4 - A Orientação: valoriza-se muito a orientação da casa, porque disso depende a necessidade ou não de ar condicionado ou aquecimento, ou seja, gastar mais ou menos dinheiro e ter mais ou menos conforto.
 
5 - Ventilação Natural: nem sempre é preciso utilizar o ar condicionado nos meses de calor. Há casas que têm uma ventilação cruzada natural, que permite aos proprietários poupar dinheiro em eletricidade a mais.
 
6 - Vistas da Casa: não é o mesmo ter o rio, um jardim ou uma bela vista de cidade ou montanha do que a fachada de outro edifício quando se olha pela janela. Este pode ser um bom trunfo para vender uma casa mais cara.
 
7 - Materiais Saudáveis: se a casa tem materiais de madeira ou naturais ganha pontos. "Respirar elementos naturais e que o imóvel por dentro solte uma imagem de saúde é muito positivo na hora de valorizar o preço da casa", recorda Granero.
 
8 - Conforto Acústico: outra arma que aporta valor acrescentado à casa que se quer vender é um bom isolamento de som.
 
9 - Casa de Autor: que o imóvel tenha sido desenhado por um arquiteto de prestígio dá uma garantia de que pensou no conforto e bem estar da pessoa que vai viver na casa, segundo o decano Ordem de Arquitetos de Madrid .

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

SALDOS REMAX - PODE ENCONTRAR AQUI A CASA QUE SEMPRE SONHOU!












 O Grupo RE/MAX TEAM ( Algés e Oeiras)  associa-se mais uma vez à campanha de saldos da Remax Portugal que se realiza de 28 de Dezembro a 28 de Fevereiro de 2015.

Para mais informações CONTACTE:
team@remax.pt ou team2@remax.pt
telefone:214 152 440

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Emissão de certificados energéticos a subir.





No primeiro semestre de 2014 foram emitidos cerca de 72.600 registos pelo Sistema de Certificação Energética, um crescimento de 152%. A emissão de certificados energéticos continua a subir significativamente. No primeiro semestre do ano de 2014, segundo informação da ADENE – Agência Nacional para a Energia, foram efetuados cerca de 72.600 registos através do Sistema de Certificação Energética (SCE), o que representa um crescimento de 152%, face ao mesmo período do ano passado.
Esse aumento deriva muito da obrigatoriedade de um certificado energético para a venda ou arrendamento de um imóvel, no momento do anúncio para a sua comercialização, uma medida em vigor desde 1 de Dezembro de 2013. E levou a um crescimento exponencial da emissão de certificados ao longo de 2014: em Dezembro de 2013 foram emitidos 4.177 certificados, em Janeiro deste ano a certificação subiu para 11.944 casos e 15.833 em Maio.
Em termos cumulativos, no período entre Junho de 2007 e o mesmo mês de 2014, contabilizaram-se aproximadamente 710 mil certificados energéticos emitidos.

Habitação continua a dominar a emissão
A classificação do desempenho energético do edificado nacional continua, amplamente centrada nos prédios residenciais, que representam estruturalmente cerca de 90% dos registos emitidos. Considerando apenas os dados do primeiro semestre de 2014, essa representatividade foi de 88%.
Segundo o Catálogo de Estudos relativamente ao II trimestre de 2014 – do Gabinete de Estudos da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal -, no período de Junho de 2007 a Junho de 2014, observou-se, em termos de estrutura de eficiência energética que as classes mais representativas no segmento residencial foram as classes C (25,8%) e a B (20,5%). Nos serviços, a classe com maior número de ocorrências é a G (27,5%), dado que se trata da categoria onde estão a maioria dos ‘Pequenos Edifícios de Serviços Sem Sistema de Climatização’.
Tanto nos “Grandes Edifícios de Serviços” (41,4% das ocorrências), como nos “Pequenos Edifícios de Serviços Com Sistema de Climatização” (38,3%), a classe mais representativa é a B. Nos ‘Pequenos Edifícios de Serviços Sem Sistema de Climatização’, a classe G é a mais representativa, registando 31,4% de ocorrências.
No segmento residencial, por tipologia, observa-se, que da totalidade dos imóveis certificados, 36,7% incidem na T3 e 32,6% na T2. No segmento de serviços, a maioria dos imóveis alvo de certificação energética, incidiu nos ‘Pequenos Edifícios Sem Sistema de Climatização’ (cerca de 87,2%).
Grandes centros urbanos em destaque

 Já no âmbito geográfico e no que refere ao número de certificados emitidos, entre Junho de 2007 e Junho de 2014 os centros urbanos de Lisboa (26,5%), Porto (15,9%), Faro (11,1%), Setúbal (10%) e Braga (5,8%), evidenciaram uma preponderância de 69% no segmento residencial. Nos serviços, os distritos mais representativos foram sensivelmente os mesmos: Lisboa (28,9%), Porto (18,6%), Setúbal (8,6%), Faro (7,7%), Aveiro (5,4%) e Braga (5,3%), com um total combinado de certificados emitidos a rondar os 74%.

Fonte: Gabinete de Estudos da APEMIP/SOL

domingo, 30 de novembro de 2014

Gostaria de comprar casa mas acha que os spreads hoje estão muito elevados?


Esta é uma questão com que alguns dos potenciais compradores se deparam e geram a dúvida e a confiança para darem o passo de terem casa própria e desta forma, em muitos dos casos, realizar um sonho!
Mas quando é que os spreads estiveram baixos?
Se recuarmos no tempo entre 2006 e 2008 verificamos que as taxas de juros aplicada a novos créditos à habitação oscilaram entre 3,36% e 5,67%, como podemos verificar pelo gráfico abaixo.

taxa20062008

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Podemos também verificar que a Euribor no mesmo período oscilou entre 2,643% e 5,405%.

EURIBOR

Sabendo que a taxa de juro aplicada é composta por dois elementos distintos: EURIBOR + Spread, concluímos que os spreads, neste período, oscilaram entre 0,265% e 1,081%.

São estes os spreads baixos que falamos, no entanto, como já analisamos, a taxa de juro a aplicar é a soma da Euribor e do spread e portanto verificamos que no momento em que se registou o spread mais baixo de 0,265% (Out 2008) registou-se igualmente a Euribor mais elevada de 5,405% o que resultou numa taxa de juro de 5,67%.

Desta análise é importante percebermos que o que determina o valor da prestação que pagamos pelo empréstimo da casa não resulta apenas do spread, mas sim da taxa de juro aplicada que é o resultado do Spread + Euribor.
Assim sendo voltemos ao momento actual no qual temos claramente spreads mais elevados que os registados entre 2006 e 2008.



Dados do Banco de Portugal referentes a Abril de 2014 indicam que a taxa de juro registada foi de 3,31% como podemos verificar no gráfico abaixo.
taxasjuroABR2014

Fonte: BP – Banco de Portugal
Sabendo que a taxa de juro é resultado da Euribor + Spread passamos a analisar em que valores se encontra actualmente a Euribor, que como podemos verificar na tabela abaixo, em Abril de 2014 registou-se uma taxa de 0,418%.
 
euribor2014


Nesta mesma tabela podemos verificar que em Outubro de 2014 registou um mínimo histórico de 0,181%.
Assim sendo em Abril de 2014 registamos um spread de 2,89% que somando à Euribor de 0,418% resultou numa taxa de juro de 3,31%.
Recordando que em Out 2008, momento em que se registaram os spreads mínimos de 0,265% a taxa de juro era de 5,67%.
Ao contrario daquilo que à primeira vista pensamos, que atualmente devido aos spreads elevados, hoje fica mais “caro” o empréstimo bancário, após esta análise chegamos à grande conclusão que hoje a taxa de juro é 2,36% mais BAIXA que no momento em que se registaram os mínimos históricos de spreads.
Para melhor compreendermos que impacto tem esta diferença de 2,36% na taxa de juro, vamos fazer o exercício de quanto custava pedir 100.000€ de empréstimo ao banco em Outubro 2008 e em Abril de 2014.

Outubro de 2008Abril de 2014
Taxa de juro = 5,67%Spread = 0,265%Euribor = 5,405%Valor da prestação = 527,39 €
(simulação para financiamento a 40 anos e não inclui seguros)
 Taxa de juro = 3,31%Spread = 2,89%Euribor = 0,418%Valor da prestação = 375,96 €
(simulação para financiamento a 40 anos e não inclui seguros)
Em Abril de 2014 por cada 100.000€ de empréstimo o cliente paga menos 151,43€ de prestação por mês o que resulta numa poupança de 1817,16€ anuais!!
Como podemos verificar uma analise superficial do tema financeiro conduz a uma perceção errada do que é, na verdade, a realidade dos dias de hoje, nunca foi tão barato “contratar” dinheiro como atualmente!
Para os mais cépticos que estão a pensar que “ok, mas o spread é contratado para todo o tempo do crédito e portanto não muda, e a Euribor vai oscilando, podendo vir a subir aos valores registados entre 2006 e 2008”

Este é de facto um raciocínio lógico e legitimo, mas que, mais uma vez, terá que ser analisado com mais detalhe para se poderem retirar conclusões.
Para isso apresentamos o gráfico abaixo que representa a evolução do Spread e da Euribor desde Jan 2006 a Abr 2014.
 
evolucaospreadeuribor

Da análise gráfica da evolução ao longo de quase 9 anos podemos rapidamente concluir que a evolução do spread é inversa à da Euribor para o mesmo período de tempo, isto é quando se regista a euribor elevada, regista-se um spread baixo e vice-versa.
Durante os 9 anos analisados Portugal passou pelas mais diversas crises. A crise financeira mundial que atingiu severamente os orçamentos nacionais na zona euro. A recessão de 2009 reduziu, de forma considerável, as receitas públicas e representou um forte peso na segurança social. Além disso, os Estados comprometeram‑se a resgatar bancos e adotaram planos de recuperação muito dispendiosos. Em 2010, nenhum dos países da zona euro estava em posição de cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento. Entre 2007 e 2010, a dívida pública na zona euro aumentou de 65% para 85% do PIB.
Em 2009, o défice orçamental atingiu um valor recorde de 9,4%. Entre 2007 e 2010, a dívida pública aumentou de 62% para 83% do PIB. As medidas de austeridade adotadas incluem um aumento da taxa do IVA de 21% para 23%. Além disso, os impostos sobre o rendimento e sobre o rendimento das sociedades aumentaram. Os grandes projetos de investimento foram adiados e algumas empresas públicas foram privatizadas. O Governo decidiu congelar os vencimentos dos funcionários públicos.
A 06 de Abril de 2011 foi anunciado que o governo português havia solicitado o pedido de resgate financeiro à Comissão Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).
Todo este contexto serve apenas para validar que esta evolução do Spread e da Euribor foi analisada num período conturbado da nossa economia, que sendo infelizmente um estado quase permanente, nos leva a acreditar com alguma probabilidade que não se prevê uma mudança neste comportamento de evolução.
Ou seja, mesmo que num futuro a Euribor venha novamente a registar valores mais elevados será uma tendência natural que os spreads venham a diminuir.
Assim sendo, e voltando atrás ao pensamento céptico: “ok, mas o spread é contratado para todo o tempo do crédito e portanto não muda, e a Euribor vai oscilando, podendo vir a subir aos valores registados entre 2006 e 2008” , sendo verdade que após contratado o spread, o banco é obrigado a manter essas condições até ao final de vida do crédito (desde de que mantidas, pelo proponente do crédito, as condições acordadas para a obtenção desse spread e sejam cumpridas as obrigações de pagamento das prestações) isto não significa que o cliente, num cenário em que a banca está a praticar spreads mais baixos do que os contratados no momento em que contraiu o empréstimo, não possa renegociar com o banco ou até transferir o empréstimo para outro banco que ofereça condições mais atrativas.
De forma bastante resumida é importante termos a noção do seguinte:
  1. Hoje a “compra” de dinheiro é mais barata, pois muito embora os spreads sejam mais elevados a euribor é bastante mais baixa fazendo com que as taxas de juro sejam reduzidas;
  2. Tendencialmente o Spread e a Euribor evoluem de forma inversa, spread elevado acompanha uma Euribor baixa e vice-versa;
  3. O spread contratado embora seja válido para todo o tempo de vida do empréstimo não está AGRAFADO ao cliente, o cliente tem SEMPRE a possibilidade de NEGOCIAR;
  4. Com a banca atualmente bastante mais disponível  conceder crédito a procura de imóveis vai naturalmente aumentar;
  5. O aumento da procura, já registada este ano, está a ser determinante para a recuperação do mercado;
  6. A retoma do mercado imobiliário irá provocar uma desaceleração na desvalorização que se tem observado no valor imobiliário.
Depois da leitura deste artigo faça a reflexão: Faz mesmo sentido adiar o sonho de comprar uma casa? Por cada 100.000€ de emprestimo paga menos 151,43€ que em 2008! e os imóveis estão hoje a um preço bastante mais atrativo que em 2008.

E para os que gostariam de trocar de casa e não o fazem porque estão “agrafados” a um spread baixo, saiba que hoje já existem soluções que o podem ajudar a continuar a usufruir de um spread baixo na troca de casa .
 Consulte-nos.