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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Chineses continuam a apostar no imobiliário em Portugal !


Portugal foi à China para mostrar o seu imobiliário. Apesar do escândalo ligado ao programa dos vistos Gold, uma comitiva portuguesa que se deslocou a Xangai - para participar no 13.º 'Overseas Property and Investment Immigration Show' - foi surpreendida pelo elevado interesse demonstrado pelos investidores chineses no imobiliário nacional.


“Os chineses continuam, sem grandes surpresas, a ocupar o topo da lista, o que acontece desde a criação deste programa"

A Fundação AIP, com o apoio da APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, organizou a missão onde estiveram integrados bancos como a Caixa Geral de Depósitos e o Millennium bcp, os empreendimentos Tróia Resort e Martinhal, e ainda empresas imobiliárias como a Century 21, Remax, RAR Imobiliária e Carpe Domus. Entre os participantes esteve também representada a Câmara Municipal de Águeda, com o seu presidente, Gil Nadais.

Escândalo dos vistos sem repercussões

Luís Lima, presidente da APEMIP confirma que se mantém o interesse dos cidadãos chineses no mercado imobiliário português. “Esta missão fez-nos confirmar que, ao contrário do que se disse, o escândalo da Operação Labirinto não teve repercussões no interesse dos cidadãos chineses pelo imobiliário português, pelo que as ilações que muitos tiraram foram precipitadas”, revelou.
Reconheceu que “poderá ter havido uma retracção, o que é natural tendo em conta o seu impacto mediático”, no entanto, “o decréscimo da procura prendeu-se essencialmente com o período em causa”.

O responsável adiantou ainda que quem trabalha com o mercado daquele país asiático sabe que nos meses que antecedem o ano novo chinês, neste caso Janeiro e Fevereiro, culturalmente os chineses evitam fazer negócios.

Atribuídos 2.088 vistos gold em Fevereiro

A comprovar este sucesso da comitiva portuguesa estão também os dados fornecidos pela APEMIP, que mostram que, até ao final de Fevereiro, foram concedidas 2.203 Autorizações de Residência para Investimento (ARI), das quais 2.088 entraram por via do requisito da aquisição de bens imóveis. Esta modalidade, que obriga ao investimento de um mínimo de 500 mil euros num imóvel, representa cerca de 95% do total dos vistos atribuídos.

Luís Lima não se revela surpreendido: “Os chineses continuam, sem grandes surpresas, a ocupar o topo da lista, o que acontece desde a criação deste programa. Já o Brasil passou a ocupar o segundo lugar, algo que eu já previa desde o ano passado, especialmente depois de uma missão que fiz a este país em que senti um interesse crescente pelo imobiliário português e pelos programas de captação de investimento que temos no país, tal como transmiti nesta mesma altura”.

O presidente da APEMIP antecipa ainda que, “daqui para a frente, o investimento brasileiro terá um crescimento acentuado”.

Fonte: Jornal SOL

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

REMAX PORUGAL - RECEBE PRÉMIO MELHOR REGIÃO EUROPEIA DE 2014





PRÉMIO MELHOR REGIÃO EUROPEIA DE 2014

A RE/MAX Portugal acaba de ser distinguida pela RE/MAX Europa como a Região do Ano 2014 em toda a Europa! Obrigado pela dedicação de toda a rede de colaboradores e pela confiança dos clientes que em 2014 contrataram os nossos serviços imobiliários.

  Remax Portugal | Marca Superbrand e Escolha do Consumidor

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A importância do Mediador e Consultor Imobiliário !



Durante muitos anos o Mediador Imobiliário foi considerado, pelos players do mercado e também pelo consumidor final, como um mal necessário. 



Talvez pela falta de valorização própria, ou por algumas falhas de competências base, atenção também bem presentes em outras atividades, o Mediador era visto como um oportunista que de certa forma atrapalhava ou inflacionava a transação. Contudo foi preciso que o mercado caísse de forma quase abrupta, para níveis transacionáveis jamais vistos em Portugal, para que os mesmos players e consumidor final começassem a recorrer e sobretudo a ouvir os Mediadores Imobiliários ainda existentes.



E podemos começar por aqui, ainda existentes. Esta quebra de mercado trouxe muitas novidades à classe da Mediação. O chamados especuladores desapareceram, possivelmente assustados com a situação de quebra do Mercado e sem grandes soluções para se reinventarem optaram por ir à procura de outros negócios. Também houve outros tantos que não mudando por não quererem arriscar em sair da sua realidade (zona de conforto) ficaram à espera, à espera que o mercado voltasse àquilo que era, pois na opinião deles seria a única forma de sobreviverem, eu diria a única forma de “morrerem lentamente”.


Felizmente emergiu uma nova classe, Mediadores que se reinventaram, formaram-se, foram à procura de outras soluções em outros países de mercados similares ou mais evoluídos, associaram-se procurando sinergias, mudaram a forma de trabalhar indo ao encontro do verdadeiro cliente (aquele que quer mesmo o serviço da Mediação), a esses coube e irá caber o prémio de terem vencido, de terem acreditado, mas sobretudo de terem mudado.

O Mediador Imobiliário tem uma característica única, que a maior parte dos players deste ramo não tem, possivelmente porque não estão vocacionados para isso ou porque simplesmente não querem e preferem recorrer aos serviços de um Mediador de confiança. Trata-se da especialização ao nível da informação geral de uma determinada zona.

Qual é gestor imobiliário, avaliador, consultor ou cliente em geral que não gostaria de saber em tempo real os seguintes dados referentes às zonas onde estão inseridos os seus imóveis:
  • Qual o valor real de transação hoje e nos últimos 3 a 6 meses?
  • Qual o perfil das pessoas que compram nessa zona?
  • Qual a capacidade financeira ou de endividamento?
  • De onde vêm essas pessoas?
  • Preferem comprar ou arrendar?
  • Quais os valores que estão dispostos a pagar?
  • Quando o imóvel é muito específico, qual será a pessoas que o poderá comprar ou arrendar?
  • Quais são as tendências dessa zona? Imóveis para obras, equipados, etc…
  • Quais são os melhores meios publicitários e de marketing?
Quanto vale essa informação? Principalmente quando tratada e fundamentada? Possivelmente muito mais do que 5%+IVA.

Além disso, também será importante referir que o Mediador Imobiliário competente, não só opina factualmente sobre as características da zona em que ele se especializou, mas também está lá para solucionar a situação ou seja compromete-se a promover o imóvel com o objetivo de vender ou arrendar, ou seja colocar o imóvel no Mercado.

Cada vez mais o Mediador Imobiliário assume e assumirá um papel muito relevante no mercado, seja antes, durante ou depois de qualquer projeto ou transação. O seu papel consultivo não deverá ser confundido com o do Consultor Imobiliário, o qual terá competência única e especifica no tratamento e estudo de um projeto com ou sem ter em vista uma transação. O Mediador deverá funcionar ao lado dele, em parceira como forte aliado que lhe vai trazer a atualização diária do comportamento do tal mercado em que ele se especializou.

Cada vez estamos mais longe dos consumidores finais que ultrapassavam o serviço do mediador, por vezes colocando-se em posições menos próprias no que diz respeito à ética, servindo-se de forma gratuita do serviço de um, possivelmente, ingénuo profissional.

O Mediador está evoluído, diferente, adaptado e com a noção clara do serviço que presta, mas acima de tudo da mais-valia que tem.

É fantástico verificar que a maioria da banca portuguesa resolveu os seus principais problemas de desinvestimento através do canal mediação. E não resolve os restantes muitas vezes por falta de gestão, compreensão ou burocracias internas. Que algumas autarquias convocam alguns mediadores locais para os ouvirem sobre as tendências imobiliárias do concelho, acima de tudo para perceberem o que as pessoas escolhem e pretendem ao nível do imobiliário e do urbanismo.

Claro que, em todas as atividades há e haverá sempre bons e maus profissionais, a escolha será sempre de quem é ou quer ser mau profissional, e de quem os contrata.

Por Massimo Forte, Consultor, Coach, Professor Universitário