Mostrar mensagens com a etiqueta arrendamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arrendamento. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Fisco apanhou 20 mil arrendamentos clandestinos nas declarações de IRS de 2013

 
Cruzamento de dados de contratos de água e luz pode abranger vários anos atrás.
O fisco está a cruzar os dados relativos a rendas declaradas por inquilinos nas declarações de IRS para os últimos cinco anos, processo que, relativamente a 2013, já permitiu detectar 20 mil proprietários que não incluíram esse valor na sua declaração de rendimentos.
As notificações para os 20 mil proprietários dos imóveis em causa, para esclarecerem a situação, já seguiram na semana passada, garantiu ao PÚBLICO o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, adiantando que o cruzamento de dados está actualmente a incidir sobre as declarações de IRS de 2014.
O governante referiu que a medida, que faz parte de um conjunto de outras para detectar situações de arrendamento paralelo, vai incluir ainda as declarações dos últimos quatro anos. A fiscalização mais apertada do arrendamento urbano, temporário e local (oferta turística), que era uma exigência da troika, vai ser reforçado com a implementação de um sistema exaustivo de controlo da declaração de rendas e dos respectivos contratos, para efeitos de IRS, de IRC e de imposto do selo.
O sistema permitirá o cruzamento dos dados do cadastro predial, recentemente actualizado com a reavaliação dos imóveis para efeitos de IMI, e a comunicação electrónica dos contratos de fornecimento de energia eléctrica, de gás, de água e de telecomunicações.
Paulo Núncio esclarece que essa troca de informações vai ter uma actualização a cada três meses, incluindo, à partida, todos os contratos actualmente em vigor. Ainda assim, sempre que o fisco entender, pode pedir contratos de fornecimento daqueles serviços para anos anteriores.
O plano de acção do fisco sobre esta matéria inclui ainda a obrigatoriedade dos arrendatários emitirem electronicamente os recibos de renda, através do Portal das Finanças, como já acontece para os recibos verdes. A obrigatoriedade vai tornar-se efectiva a partir de Abril/Maio, mas com retroactividade a Janeiro, adiantou Paulo Núncio.
Nas situações em que os proprietários se recusem à emissão electrónica, os inquilinos poderão inserir o valor das rendas no Portal das Finanças, como acontece para qualquer outra factura. Sem este procedimento, os inquilinos não poderão beneficiar da dedução do valor das rendas para efeitos de IRS.
A declaração electrónica não vai ser obrigatória para as rendas mais baixas, de valor residual, que o secretário de Estado se escusou a quantificar - será definido brevemente através de portaria. As rendas mais baixas terão, no entanto, de ser declaradas às Finanças, através de uma declaração anual, a entregar no início de cada ano.
Paulo Núncio assegura ainda que o controlo ao arrendamento paralelo, que não paga imposto de selo e não é declarado em termos de rendimentos, contará ainda com outros mecanismos de controlo, designadamente o recurso a inspectores-mistério.
Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), está apreensivo com a obrigatoriedade do recibo electrónico, pelo facto de muitos arrendatários terem idade avançada e de terem dificuldades em cumprir as novas exigências.
Apesar de não se opor ao controlo da evasão fiscal, o cruzamento de dados através dos contratos de àgua, luz e telecomunicações levanta dúvidas a Menezes Leitão, ao nível da protecção de dados. Paralelamente, o presidente da ALP critica as dificuldades que as Finanças estão a colocar a muitos proprietários que pediram a fixação do IMI com base no valor das rendas recebidas.
Menezes Leitão garante que, “ao contrário de situações pontuais, com tem sido referido pelas Finanças, todos os dias chegam à ALP associados a quem foram exigidas formalismos burocráticos desproporcionados, que visam travar o acesso ao mecanismo”.
O Regime Especial de Apuramento do IMI permite aos senhorios pagar o imposto em função do valor das rendas recebidas e não do valor da avaliação dos imóveis.
Fonte : Público

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Fisco deteta fuga de 60 milhões em rendas não declaradas!

 
 
Receberam 200 milhões de euros entre 2011 e 2014, mas não declararam. Reforçado combate ao arrendamento clandestino.
 
 A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) identificou mais de 17 mil situações de rendas não declaradas em sede de IRS recebidas por senhorios, o que representa 60 milhões de euros em impostos não pagos ao Estado, segundo os dados revelados ao CM pela Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais.
 
 
Os inspetores do Fisco procederam ao cruzamento de dados (nomeadamente com base nas declarações de IRS dos inquilinos) e detetaram mais de 200 milhões de euros em rendas não declaradas pelos senhorios entre 2011 e 2014. Os senhorios com os impostos em falta vão agora ser notificados pela AT para corrigir voluntariamente a situação, isto é, pagarem os impostos em falta, estando do entanto sujeitos a coimas por cada infração. 
 
De acordo com a mesma fonte, os números resultam da implementação do plano de combate ao arrendamento clandestino, cujo projeto-piloto, designado Quick-Win, estava a ser preparado desde o final de 2014.
 
Segundo o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, "esta operação é a primeira fase de um plano rigoroso e sistemático de controlo da economia paralela e de evasão fiscal no setor do imobiliário, designadamente no arrendamento urbano, incluindo o arrendamento para férias".
 
Para o governante, o plano de deteção de evasão fiscal "envolve um modelo de tratamento de dados que inclui, entre outras fontes de informação, a utilização da informação de comunicação de faturas dos prestadores de serviços de luz, gás, água e telecomunicações".
Em janeiro entraram em vigor regras mais restritivas para controlo das rendas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

ARRENDAMENTO - Oferta desajustada da Procura e os preços continuam altos




A maioria dos casais que procura casa para arrendar não encontra o que deseja. Isto porque a oferta continua desajustada da procura, tanto a nível de localizações como de preços e tipologias. 

Uma realidade que foi visível nos últimos anos, que continuou a verificar-se em 2014, e continuará a existir tendo em conta que não há uma política de habitação em Portugal que permita criar medidas de resolvam estas lacunas. 

Esta situação é visível em Lisboa e no Porto, mas também em outras cidades do país, com nuances próprias em cada mercado. O "Imobiliário" procurou saber como se encontra o mercado do arrendamento em Lisboa, e o que precisa para que possa funcionar bem.

Um desses casos paradigmáticos é o do Parque das Nações, onde a procura é, neste momento, várias vezes superior à oferta e onde os preços para uma tipologia T1, com as mesmas características, apresenta rendas mensais de 1.100 a 1.200 euros, na primeira linha de rio, descendo para os 700 a 750 euros, na zona junto à ponte Vasco da Gama. Contudo, se o imóvel se localizar numa das torres do Vasco da Gama, os valores do arrendamento facilmente disparam para os 1.700 euros ou 2.000 euros (T2).

Quem precisa de uma casa, com valores de arrendamento entre os 500 a 600 euros, tem de procurar outras zonas de Lisboa, como  Alfama ou o Bairro Alto, Anjos, ou Almirante Reis. São jovens e estrangeiros, que não se preocupam com a confusão da zona, e de os apartamentos não terem garagem.

As zonas tradicionais, como as Avenidas Novas, são procuradas por pessoas com um maior poder de compra, sendo que aí um apartamento T2 ou T3 tem uma renda média de 2.000 euros.  

No Mercado de Arrendamento em Campo de Ourique, um T1, com 42 m2 de área útil, pedindo uma renda de 450 euros. Já um T2, na mesma zona, com 70 m2 de área, dependendo dos condomínios, atinge os 600 a 750 euros de renda. Embora se verifique alguma carência na oferta, os preços mantêm-se mais ou menos estáveis. Também existe um limite, porque as pessoas não estão dispostas a pagar mais, as pessoas querem viver nesse local, mas por um preço razoável.

Para conseguir valores de 500 euros mensais os interessados  terão de procurar zonas como a Graça, Almirante Reis ou Campolide, onde vai aparecendo alguma oferta dentro destes valores.

Baixa/Chiado
 A procura de casa para arrendar na Baixa de Lisboa é significativa, mas a oferta é escassa. Existe, nesta zona,uma alta pressão, porque as pessoas procuram com alguma intensidade, mas não encontram facilmente. Lá vãp aparecendo algumas frações reabilitadas, mas são logo ocupadas. 
Na zona  Chiado/Lapa vai aparecendo alguma oferta no arrendamento tradicional, embora seja rapidamente escoada. A procura é, especialmente, levada a cabo pelos jovens casais, estudantes e alguns estrangeiros, sendo que os preços médios são superiores aos 600 a 700 euros.
Simultaneamente existe um arrendamento de gama alta, em condomínios de luxo, cujos valores de renda rondam os dois mil euros, atingindo por vezes os quatro mil euros.
A oferta que aparece é sobretudo constituída por prédios reabilitados.São apartamentos localizados em bons prédios, já que de outra forma os arrendatários não têm confiança e não querem arrendar.
O que o mercado procura e tem dificuldade em encontrar 
Procuramos saber junto dos profissionais que estão no terreno quais são os maiores entraves ao funcionamento do mercado do arrendamento. Deixamos alguns dos aspetos que são considerados os mais importantes: 
Zonas com maior procura: os centros das cidades de Lisboa e do Porto, e de uma maneira geral de cidades mais pequenas, são zonas onde a procura, especialmente por parte dos jovens estudantes, recém-licenciados, casais jovens e estrangeiros, é significativa. Contudo, a oferta, a preços interessantes, é escassa ou quase inexistente. 
Valor das rendas: de acordo com o Catálogo de Estudos da APEMIP, a procura é essencialmente centrada nos imóveis de valores entre os 300 e os 500 euros, sendo que esta não é totalmente satisfeita pela oferta. Esta oferta é residual e encontra-se apenas em zonas pouco interessantes para viver. 
Escassez de tipologias grandes: essencialmente da tipologia T3. Nos primeiros nove meses de 2014, e ainda de acordo com os dados da APEMIP, a procura por esta tipologia rondou os 31%, enquanto a oferta se fixava nos 14%. 
Falta de apoios à reabilitação: o aumento da oferta destinada a colocar no mercado do arrendamento só é possível através do incremento da reabilitação. Contudo, os proprietários e investidores continuam a afirmar que as medidas de apoio que existem são insuficientes e é necessário fazer mais, em especial, a nível fiscal. Recorde-se que nesta altura o mercado aguarda a divulgação das medidas de apoio no âmbito do próximo quadro comunitário (Portugal 2020), cujo montante, anuncia o pelo Governo, atinge os 2,5 mil milhões de euros.
Fonte: VidaEconómica
 
 





 
 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Compra e venda de imóveis ganhou terreno ao arrendamento em 2014.



O mercado de compra e venda de imóveis em Portugal aumentou em 2014 e passou a ser dominante, segundo o último relatório do gabinete de estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP).

No documento lê-se que nos primeiros nove meses do ano passado "50,2% das pesquisas efetuadas (nas buscas por imóveis) dirigiram-se para a compra (...), enquanto 48,9% se direcionaram para o mercado de arrendamento".

O presidente da APEMIP, Luís Lima, indicou, por seu lado, que o ano passado se revelou "positivo para o setor imobiliário", face ao "aumento do dinamismo do mercado de compra e venda" no país.

O responsável notou que ao longo do ano se verificou uma "diminuição da representatividade dos imóveis colocados no mercado de arrendamento, em prol da aquisição de produtos imobiliários".

Nas pesquisas efetuadas, a procura de valores, no mercado de arrendamento no âmbito nacional, centrou-se em preços abaixo dos 300 euros (41,5%) e entre 300 e 500 euros (37,9%), enquanto do lado da oferta apenas 19,1% tinham valores abaixo dos 300 euros e 42,6% entre os 300 e os 500 euros.

Nos primeiros nove meses de 2014, a nível de compra e venda a maior percentagem (31,3%) foi dos valores entre os 75.000 e os 125.000 euros, que também teve a maior oferta (23%).

A maior procura foi por apartamentos (58,7%), por T2 e T3, e no concelho de Lisboa (10,3%), enquanto na procura por moradias foi de 4,13% de pesquisas geradas.

O Inquérito Mensal de Conjuntura, incluído no relatório referente ao 3.º trimestre de 2014, mostra que as expetativas eram otimistas entre as empresas de medição imobiliária.

As expetativas gerais das empresas de mediação imobiliária, têm vindo a melhorar, podendo-se observar um sentimento claramente mais otimista, principalmente no mês de agosto, para os quais contribuíram os fluxos turísticos e os mecanismos legais que impulsionaram a procura, sobretudo a de cariz internacional".

Como principais "obstáculos ao desenvolvimento efetivo da atividade da mediação imobiliária", as empresas indicam a restritividade bancária, a instabilidade do mercado de trabalho, a diminuição do poder de compra, a mediação ilegal e o desinvestimento económico.

Luís Lima considerou que o mercado nacional foi "positivamente contagiado" pela dinâmica criada pelos investidores estrangeiros e pelas movimentações observadas nos departamentos comerciais da banca através do "incentivo à concessão de crédito imobiliário direcionado ao segmento residencial".

Assim, os dados mostram um "aumento consecutivo do número de transações imobiliárias, o que reflete a retoma, ainda que tímida" do setor.

O Índice de Preços na habitação (IPHab), que mede a evolução dos preços dos alojamentos familiares adquiridos no mercado residencial em Portugal, através de dados anuais, mostra um "ligeiro crescimento em 2013", depois de 2010 a 2012 ter existido decréscimo

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Fisco vigia contas da luz e água e mete inspetores disfarçados à caça de arrendamentos ilegais.


financas2_2


No âmbito de um feroz plano de combate ao arrendamento clandestino, as companhias de água, luz e gás vão passar a ser obrigadas a comunicar à Autoridade Tributária todos os consumos dos detentores dos respetivos contratos. A informação tem que ser prestada às Finanças pelos fornecedores de serviços todos os trimestres, por via eletrónica, com o objetivo de ser feita a comprovação automática dos proprietários dos imóveis e respetivos inquilinos.
 
A ideia, segundo o Correio da Manhã, é detetar prédios com consumos de energia, água e gás que não são declarados como arrendados pelos respetivos senhorios. "Portugal passará a ter a partir do próximo ano um mecanismo pioneiro a nível europeu de combate ao arrendamento paralelo, baseado na utilização de novas tecnologias e cruzamento intensivo de dados", disse o Paulo Núncio, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, ao diário.
 
Em resposta às críticas de Bruxelas, que no primeiro relatório de vigilância pós-programa de ajustamento exigiu "medidas contra fraude no mercado de arrendamento, onde a proporção de economia clandestina motiva particular preocupação" a AT vai, por outro lado, obrigar os senhorios a emitirem recibos de renda no Portal E-Fatura (como já são os atuais recibos verdes).
 
Os proprietários que auferem rendas de menor valor deverão comunicar até 31 de janeiro de cada ano as rendas totais que receberam no ano anterior. E, tal como aconteceu nos meses de verão para detetar arrendamentos turísticos não declarados, vai reforçar as equipas de inspetores que vão trabalhar "disfarçados " de inquilinos, de modo a combater as situações de arrendamento clandestino.
 
O CM escreve que estão a ser preparadas várias operações de fiscalização para este setor da economia, em colaboração com os notários, de modo a cruzar os contratos de arrendamento com os proprietários dos imóveis.
 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Arrendamento jovem: Candidaturas ao Porta 65 começaram a 15/12 e terminam a 14 de Janeiro de 2015.

A última fase de candidaturas ao Programa de Incentivo ao arrendamento jovem Porta 65 do ano de 2014 começou no passado dia 15/12 e termina às 18 horas do dia 14 de janeiro de 2015.

O Programa Porta 65 Jovem visa regular os incentivos aos jovens arrendatários, estimulando “estilos de vida mais autónomos por parte de jovens sozinhos, em família ou em coabitação jovem, a reabilitação de áreas urbanas degradadas e a dinamização do mercado de arrendamento.

De referir que o programa, que foi lançado em 2007 e já sofreu várias alterações, tem como objetivo apoiar o arrendamento de habitações para residência, atribuindo uma percentagem do valor da renda como subvenção mensal.

Atualmente, e após várias mudanças, podem candidatar-se ao Porta 65 pessoas que tenham até 30 anos, sendo que o apoio tem a duração de três anos. O Governo possibilitou entretanto a inclusão de prestações sociais (subsídios de maternidade ou bolsas de estudo) no cálculo dos rendimentos.

O que é O Programa Programa Porta 65 ?

O Programa Programa Porta 65 – Jovem é um sistema de apoio financeiro ao arrendamento por jovens, isolado, constituídos em agregados ou em coabitação, regulado por um conjunto de diplomas legais.

Quem pode candidatar-se a este programa?

Jovens com idade igual ou superior a 18 anos e inferior a 30 anos (no caso de casais de jovens, um dos elementos pode ter até 32 anos) que reúnam as seguintes condições:
- sejam titulares de um contrato de arrendamento celebrado no âmbito do NRAU (Lei nº 6/2006, de 27 de Fevereiro), ou do regime transitório previsto no seu título II do capítulo I;
- não usufruam, cumulativamente, de quaisquer subsídios ou de outra forma de apoio público à habitação;
- nenhum dos jovens membros do agregado seja proprietário ou arrendatário para fins habitacionais de outro prédio ou fracção habitacional;
- nenhum dos jovens membros do agregado seja parente ou afim do senhorio

Para mais informações ou apresentar candidaturas vá ao site:

http://www.portaldahabitacao.pt/pt/porta65j/