sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Melhoria económica na Europa dinamiza imobiliário










Segundo o mais recente inquérito anual da consultora imobiliária global CBRE, European Occupier Survey1, os decisores corporate estão a reagir aos sinais de melhoria económica por toda a Europa, transferindo a sua concentração na pura gestão de custos para oportunidades de crescimento futuro.
O inquérito, realizado pelo quarto ano, consulta decisores no âmbito do imobiliário em empresas multinacionais que conjuntamente ocupam uma área de cerca de 250 milhões de metros quadrados em todo o mundo. O inquérito mostra o aumento da confiança das empresas na recuperação económica, com menos de metade dos inquiridos [46%] a identificar as economias frágeis como uma preocupação. Em 2012 a esmagadora maioria [70%], identificou o panorama económico incerto na Europa como um factor fundamental para a sua estratégia imobiliária, tendo como principal objectivo a gestão de custos.
Apesar dos referidos sinais positivos, o controlo de custos mantém-se uma prioridade para as empresas. O estudo mostra que praticamente três quartos [72%] dos inquiridos renegociaram contratos de arrendamento nos últimos doze meses [face a 45% em 2012], de forma a "assegurar" acordos enquanto as rendas de escritórios se encontram provavelmente, no ponto mais baixo do mercado.
A optimização do espaço é cada vez mais importante para as empresas
Paralelamente, 61% das empresas referiram que tinham reduzido a sua presença imobiliária através de uma ocupação do espaço mais eficaz. A optimização do espaço é cada vez mais importante para as empresas devido ao exercício de equilíbrio entre economia de custos (referida por 56% dos inquiridos como um factor determinante na estratégia de selecção de locais de trabalho) e a disponibilização de um ambiente de trabalho interactivo (39%), com o objetivo de aumentar a produtividade dos colaboradores (37%). Por conseguinte, é interessante verificar que a larga maioria das empresas não está a adoptar estratégias de trabalho remoto, com 75% a referir que menos de um quarto dos colaboradores trabalha regularmente de forma flexível. Isto indica que o ambiente de escritório ainda é fundamental, o que explica a importância atribuída à melhoria da qualidade do local de trabalho.
Estes factores levam as empresas a privilegiar a disponibilização do ambiente certo nas localizações certas para os seus colaboradores. Apesar do custo constituir o factor fundamental para as empresas na escolha de espaços de escritórios [mencionado por 85%], 45% das empresas referiram que consideram a qualidade da área de trabalho um factor essencial para atrair e reter talentos. Já 73% consideram que a acessibilidade a transportes públicos é importante para os colaboradores, assim como a disponibilização de comodidades, como um ginásio ou restaurantes no local [49%] que proporcionem opções de lifestyle aos colaboradores, e áreas de trabalho flexíveis [48%].
Multinacionais com maior interesse na expansão internacional para novos mercados
Com a melhoria do panorama económico, as empresas multinacionais estão a demonstrar maior interesse na expansão internacional para novos mercados. O inquérito demonstra-o, com mais de metade das empresas [56%] a identificar o acesso a novos mercados e clientes como o motor fundamental para decisões de localização. Este amplo interesse na expansão vê a Índia e África emergirem como destinos de eleição.
“Sem dúvida que os sinais positivos dos últimos trimestres de 2013 são animadores, contudo, o mercado de escritórios exclusivamente induzido pelas empresas, não reage automaticamente. Temos a expectativa de que, mantendo-se a tendência positiva do final do ano anterior com dados macroeconómicos consistentes, possamos assistir no segundo semestre, a uma dinâmica crescente do mercado de escritórios”, revela André Almada, Director Sénior de Agência de Escritórios, Comércio, Industrial e Logística da CBRE Portugal.

Artigo publicado em diarioimobiliario.pt | quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014

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