sexta-feira, 15 de março de 2013

Os contribuintes, o Fisco, o IMI e as avaliações

 
O Fisco tem de avaliar todas as casas que não foram avaliadas desde 2004 até ao final de Março. Este já é um prolongamento do prazo inicial e não é seguro que seja, de facto, cumprido.
O Fisco tem de avaliar todas as casas que não foram avaliadas desde 2004 até ao final de Março. Este já é um prolongamento do prazo inicial e não é seguro que seja, de facto, cumprido.
Por isso, as equipas de avaliação estão a ser reforçadas com funcionários deslocados de outros serviços. Uma atitude louvável por parte dos serviços de Finanças, uma vez que demonstra flexibilidade para alocar recursos humanos onde são mais necessários. Quem deve estar preocupado são os proprietários cujas casas ainda não foram avaliadas.
Até agora, supostamente com peritos em avaliações, as reclamações têm-se sucedido. Existem casos caricatos de casas construídas no século XIX que foram avaliadas como se tivessem 20 anos e avaliadores que escreveram "muito provavelmente" em relação a este ou aquele facto para justificarem avaliações mais elevadas do que, na realidade, deveriam ser.
Confusões entre áreas brutas privativas com áreas brutas dependentes, cujo valor é muito inferior ao das primeiras, têm acontecido com frequência e prejudicam os proprietários.
Além disso, os técnicos das Finanças têm avaliado algumas casas por valores superiores aos do mercado, o que também lesa os contribuintes. Por tudo isto, as reclamações têm-se sucedido e acabam por atrasar ainda mais um processo já de si atrasado. As relações entre contribuintes e Fisco prometem aquecer assim que começarem a chegar os avisos para o pagamento da primeira prestação do IMI, já em Abril.
É certo que os valores superiores a 500 euros poderão ser pagos em três prestações, Abril, Julho e Novembro, e que as contas podem ser acertadas em Novembro para quem ainda não tiver o processo de avaliação concluído. Este é um processo em que, sem necessidade, as Finanças não actuaram de forma avisada e que tende a zangar ainda mais os cidadãos contra o Estado.

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