segunda-feira, 23 de julho de 2012

Imobiliário: Quase 30% dos imóveis vendidos pela Remax são da banca

"O ano passado ainda não tínhamos nem a força nem a credibilidade, começou a ser forte este ano. Quase 30% das vendas são dos imóveis da banca", disse à Lusa Beatriz Rubio, presidente da Remax Portugal.

Nos primeiros seis meses deste ano, a Remax fez 1.004 transações de imóveis que constavam das carteiras dos bancos, num volume de negócios de 50 milhões de euros.
O grupo tem ainda 10 mil casas da banca disponíveis para vender, cerca de um quinto do total (50 mil).

A aposta neste segmento pela Remax acompanha a tendência de cada vez mais imobiliárias, numa tentativa de driblarem a crise que afeta o setor.
Questionada sobre se os imóveis da banca são mais baratos do que os restantes, a presidente da Remax Portugal afirmou que o preço médio destes é de 100 mil euros, um valor relativamente baixo, que se justifica por estes imóveis estarem situados sobretudo na periferia das grandes cidades.
No entanto, afirmou, o principal atrativo são as condições do crédito à habitação oferecidos pelos bancos que se desfazem dos próprios imóveis.

"Dão financiamento a 100%, o que é importante porque devido à crise económica as pessoas não têm dinheiro para a entrada", explicou Beatriz Rubio.
Além disso, enquanto num crédito à habitação para um apartamento que não pertença à carteira de um banco o 'spread' (lucro do banco) pode rondar os 4%, nestes casos já se encontram 'spreads' a partir de 1%. Geralmente, os bancos oferecem ainda parte da avaliação bancária e os custos do processo.

Além de procurados por famílias, estes imóveis estão na mira de investidores que os remodelam com o objetivo de vender ou mesmo arrendar.

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